08:30:12 - segunda, 6 de outubro de 2008
Alice* tinha 17 anos e cursava o segundo ano do ensino médio no Colégio Faap, em Higienópolis, zona oeste. Estava há dois anos na escola quando fez uma descoberta chocante. Haviam sido criadas anonimamente duas comunidades no Orkut contra ela: "Eu odeio a tosca da Alice", destinada, segundo descrição da página, "a todos que odeiam essa menina que se acha!", e uma outra com referências preconceituosas ao Estado de origem de sua mãe.
Diante do teor dos ataques, a família da estudante achou melhor tirá-la do colégio. Na nova escola, descobriu que a história tinha se disseminado. A solução foi mandar Alice para fora do país, em um programa de intercâmbio, enquanto eram tomadas providências legais para a retirada das páginas do ar e o rastreamento do autor ou dos autores.
Alice estava no centro de um caso de "bullying" virtual ou "ciberbullying", fenômeno que transfere para a internet as agressões típicas que estudantes mais frágeis ou mais visados sofrem dentro dos muros da escola. Enquanto o clássico "bullying" acontece na sala de aula, no playground e nos arredores do colégio, a versão no ciberespaço transcende os limites da instituição de ensino.
Leia mais (06/10/2008 - 09h04)